Lembrar é Morrer
De fato, eu já não me lembrava como era som de sua voz. Já faz tanto tempo, quando eramos duas crianças… Não sei sobre você, mas eu ainda sou, aquele menino apaixonado. Você pode ver, você é a única que pode ver esse amor.
O tempo fluiu. Como uma música solo de piano, eventualmente calmo, momentaneamente agitado, ele passou.
Me deixou uma boa lembrança dos olhos. Seus olhos. Neles eu podia ver o espaço infinito, como uma nevasca, onde ao invés de neve, podia-se ver estrelas; Elas se pareciam com explosões de fogos de artifício;
Naquele tempo eu ainda não sabia, mas o que eu via era apenas o reflexo da sua alma.
Em minha vida, eu nunca me relacionei com algo tão parecido ou grandioso. É compatível com com a sinergia do magnetismo da Lua e Terra, e tão quente como o Sol, e tão imenso quanto a distancia das estrelas.
Classifico o que vi, como uma experiência com a eternidade. É como se eu pudesse teoriza-la a cada vez que a lembrança me vem.
Sua alma.
Um tanto quanto voraz, ela é. Acredito que quando a vejo, cada segundo contemplando, é subtraído do meu tempo de vida, até mesmo remotamente em minhas memórias.
Eu me lembro e “bang” - ‘Lá se vão 10 dias em 1 segundo’.
É como uma droga viciante, e aos poucos eu vou morrendo, por lembrar, relembrar, construir, teorizar, concretizar.
Eu sei que ao final deve haver um buraco negro reservado para mim, mas eu preciso tanto de vê-la, que daria minha alma ao diabo para apenas tocar a sua. Eu realmente ando me matando por você. Eu morreria por você. Pra você.
Por tudo isso, morrer se torna viver, e viver, se torna lembrar;
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